segunda-feira, 6 de outubro de 2014

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNO: MATHEUS TABORDA - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha Vida

        Quando eu era criança, lembro-me que morava numa cada de capim lá pras "bandas" do Rio Uruguai, num lugar chamado Aferidor. Com 6 anos de idade ia para o colégio, denominado Sirilo Gonçalves. Eu ia e voltava sozinha,
         Minha infância não foi ruim, claro, houve episódios tristes, como a morte de meu primo, que eu considerava como um irmã. Recordo-me que ele se enforcou. Até hoje, não entendo por que ele fez isso. Porém, a vida segue.
        Naquele tempo, os pais costumavam contar muitas histórias de terror aos filhos. Meu pai me contava histórias aterrorizantes, como: a Velha de Branco, a Mula Sem Cabeça, o Lobisomem e a Mariazinha. Eu não acreditava em nada daquilo, mas não queria ficar sozinha a noite. 
         Ai que saudade desse tempo. Sinto falta do meu velho pai que já morreu. Hoje, tem coisas que não faço mais, como andar a cavalo e tomar banho no Rio Uruguai, divertimentos esses, que não faço mais.  
          Nessa época, meu sonho era ser advogada, mas não consegui concretizar, pois meu pai não havia dinheiro para financiar meus estudos. Então, hoje sou enfermeira, profissão essa, também muito prestigiada. 
         Contudo, lembro-me que a maior emoção que já senti, foi o nascimento dos meus dois filhos. Sou feliz por ter duas preciosidades em minha vida. Recordo-me também, a grande alegria que tive com meu filho Alexandre, o mais velho, quando ele conseguiu uma vaga na faculdade de Direito. Meu menino estudando, se preparando para o futuro, concretizando um sonho que era meu. Isso não há dinheiro que pague, tanta felicidade.
    Enfim, aqui conto um pouco de minhas memórias, de meus momentos felizes e triste. Momentos que jamais sairão da minha cabeça. Meu nome é Elvina Leão Araújo, tenho 47 anos de idade e posso dizer: "não me arrependo de nada que fiz ou vivi na minha vida, tenho tudo que poderia ter e a melhor família do mundo". 

Nome do Aluno: Matheus Taborda.
Nome do (a) Entrevistado (a): Elvina Leão Araújo - 47 anos de idade.
Ano: 7º Ano.

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