segunda-feira, 6 de outubro de 2014

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: ANDRESSA MORAIS - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Meus acontecimentos passados

              É um tanto engraçado, me lembrar de quando pequeno.
              Minha infância foi marcada por vários eventos, uns bons, e outros nem tão bons assim.
          A infância que tive era muita boa, muitas "artes" praticadas, brincadeiras, aventuras, e tudo mais. 
            Mas, o que eu mais gostava e não largava de jeito nenhum, era tomar banho nos açudes, que apesar de ser longe de minha antiga casa, era muito legal e divertido brincar lá. Minha imaginação corria solta, entre as árvores e várias brincadeiras.
              Eu inventava de tudo, era como se eu soubesse que existia aquela lugar, sabe!
            Meus irmãos e eu, com os "bodoques" em mãos, caçávamos passarinhos pelo campo, que, algumas vezes, era usado para jogar a famosa Pelada, onde reunia gente de tudo que lado, principalmente a família e os amigos. Aqueles momentos, faziam do meu fim de tarde o melhor de todos. 
             Eu, minha mãe, meu pai e meus dois irmãos morávamos em uma granja muito linda, e se bem me lembro, as casas eram uma do lado da outra, com pequenos espacinhos do pátio para separar. 
         Infelizmente, nem tudo era só alegrias. Quando tinha 9 anos, meus pais acabaram se separando. Foi um momento terrível, pois cada um foi para um lado. Eu e meus irmãos escolhemos ficar com meu pai, mas minha irmã optou ir morar com minha mãe. Minha família, minha querida família, separada. Oh, tristeza!
           E, a partir desse fato, tivemos que crescer antes da nossa idade. Tínhamos obrigações de gente grande. Nós trabalhávamos e cozinhávamos, além de limpar a casa e cuidar uns dos outros. 
           Depois daquele episódio, as brincadeiras acabaram, mas, de vez em quando, eu ainda ia fazer o que mais gostava: Tomar banho nos açudes.
           Quando fui morar na cidade, eu ia muito a casa dos meus avós, e ficava lá, vidrado nas histórias de terror que eles me contavam. Apesar de amar tudo aquilo, quase sempre sentia falta da granja onde cresci. Buruti era o nome dela, e como tenho boas lembranças de lá.
         Os trabalhos que tive não eram poucos não! Já trabalhei como jardineiro, lavador de carros, limpador de vagões de trem; também, já trabalhei em secador de arroz, já fui Cabo no Quartel, além de motorista lá dentro, trabalhei como aguador de lavoura de arroz, radialista, entregador de jornais, enfim, já fiz de tudo nessa vida. Hoje, sou gerente em duas granjas, e foi trabalhando muito que consegui chegar onde cheguei. 
           Lembro-me, também, de um evento que marcou a minha vida, foi a morte da minha mãe, ela se foi quando eu era pequeno ainda, logo após o seu divorcio com meu pai. Depois disso, fui soldado no Exército Brasileiro. 
           Após a morte dela, fiquei um tempo muito triste e depressivo. Foi então, depois de algum tempo, voltei a sorrir. Conheci a minha esposa atual. A mulher da minha vida! Nossa, como eu a amo! Ela é a minha companheira, a mãe dos meus filhos, esposa maravilhosa e uma mãe super zelosa. Tive três bençãos, meus três filhos lindos. Então, hoje, quando faço uma retrospectiva da minha vida, vejo o quanto sou feliz. Realizei todos meus sonhos, sou o gerente da granja onde trabalho, e principalmente, sou um pai e um marido, feliz em ter construído uma família tão sólida e abençoada por Deus. 

OBS: Segunda melhor Memória Literária da Turma. 

Nome da Aluna: Andressa Moraes Quevedo.
Nome do (a) Entrevistado (a): Luciano Costa Quevedo - 33 anos de idade.
Ano: 7º Ano.
             

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