segunda-feira, 6 de outubro de 2014

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: THALINE TURQUETTE - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

História de uma Avó

         Há sessenta e seis anos, João Arregui era uma vila do interior, muito diferente da vila que temos hoje. Sim, tudo mudou! E como mudou!
          O dia começava com o canto do galo para acordar todo mundo.
          Ela se resumia em poucas casas, um pequeno clube e uma venda, sim, a Venda do Meu Pai. 
      Antigamente, as crianças não precisavam de televisão, internet, computadores, câmeras digitais e celulares para serem felizes, se divertiam com o pouco que tinham. 
        Lembro-me que brincávamos no barro, com bonecas de pano, empinando pipas, olhando o tem passar, escutando as telenovelas no rádio. Tudo era tão diferente, e tão melhor!
       Aliás, falando no Trem, havia uma história que contavam sobre a estação daqui. Meu pai contou-me que há muito tempo atrás esta estação era amaldiçoada. Isso mesmo! Ele nos aterrorizava com suas experiências, como a vez que ele e seus amigos resolveram desvendar o mistério da Estação Amaldiçoada. Segundo papai, tudo aconteceu no dia 13 de maio, numa sexta-feira. Isso mesmo, sexta-feira 13. 
        Eles entraram e viram que não havia nada lá, nenhum problema aparente, assombração alguma. No entanto, quando estavam de saída, meu pai "metido a galo", tropeçou numa madeira levantada e caiu diretamente num túnel subterrâneo. Então, ele começou a andar e foi vendo uns brilhos. Dizia meu pai que era diamante, mas ninguém nunca acreditou ou sequer foi lá para conferir.
         Chegando ao final do túnel, ele foi dar diretamente onde o mistério começava "A gabine do Ferroviário". Conta a história, que o ferroviário foi um homem que matou sua esposa a machadadas, e dizem, que a noite dava para ouvir um barulho, parecido com um lenhador cortando árvores. No entanto, ao olhar atrás do banco, havia somente um ferro que quando soprava o vento, ele batia num pedaço de madeira, fazendo aquele barulho estranho. E desde então, essa história não amedrontou mais meu pai. 
      Lembro-me como se fosse hoje, "as caras e bocas" que ele fazia ao me contar essa lenda urbana. 
        Quando fiquei mais crescidinha, começou a chegar as responsabilidades e as obrigações. Os momentos com meu pai, as suas histórias de terror, ficaram em um passado remoto, um passado que jamais esquecerei. Nas minhas horas vagas, eu ajudava minha mãe em casa, cuidava de meus irmãos, ajudava na venda. Quantas obrigações!
           O trabalho era recompensado com muitos doces. Como eram bons e saborosos!
         Refrigerante? Televisão? Telefone? Nossa, isso só fui conhecer quando fiquei bem crescida, adulta. 
          E os meus estudos? Parei de estudar aos 13 anos, pois tinha que ajudar minha mãe. Tudo era tão difícil! Com 15 anos fiz uma das piores besteiras da minha vida. Resolvi casar. Foi uma grande burrada. Porém, esse grande vacilo, também me fez a mulher mais feliz do mundo. E foi no dia que fui Mãe! Meus filhos foram as maiores bençãos da minha vida.
        Hoje, ao fazer um paralelo de minha vida, vejo o quanto fui feliz e também o quanto as coisas mudaram, desde minha infância até os dias atuais. Com o avanço tecnológico veio a internet, e este progresso, nos trouxe um pouco mais de conforto. Tudo mudou! Mas, às vezes, pego-me pensando, o que o tempo levou com ele? O que é preciso para ser feliz? Tínhamos tão pouco e eramos felizes. Hoje, a gurizada tem tudo e é infeliz. Resta-me apenas a saudade do meu tempo de criança, das histórias do meu pai, das minhas travessuras, dos dias que fui completamente feliz!

OBS.: Melhor Memória Literária da Turma

Nome da Aluna: Thaline Mello Turquette.
Nome do (a) Entrevistado (a): Leda Maria Ribeiro Fan - 76 anos de idade.
Ano: 7º Ano.









OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: ANDRESSA MORAIS - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Meus acontecimentos passados

              É um tanto engraçado, me lembrar de quando pequeno.
              Minha infância foi marcada por vários eventos, uns bons, e outros nem tão bons assim.
          A infância que tive era muita boa, muitas "artes" praticadas, brincadeiras, aventuras, e tudo mais. 
            Mas, o que eu mais gostava e não largava de jeito nenhum, era tomar banho nos açudes, que apesar de ser longe de minha antiga casa, era muito legal e divertido brincar lá. Minha imaginação corria solta, entre as árvores e várias brincadeiras.
              Eu inventava de tudo, era como se eu soubesse que existia aquela lugar, sabe!
            Meus irmãos e eu, com os "bodoques" em mãos, caçávamos passarinhos pelo campo, que, algumas vezes, era usado para jogar a famosa Pelada, onde reunia gente de tudo que lado, principalmente a família e os amigos. Aqueles momentos, faziam do meu fim de tarde o melhor de todos. 
             Eu, minha mãe, meu pai e meus dois irmãos morávamos em uma granja muito linda, e se bem me lembro, as casas eram uma do lado da outra, com pequenos espacinhos do pátio para separar. 
         Infelizmente, nem tudo era só alegrias. Quando tinha 9 anos, meus pais acabaram se separando. Foi um momento terrível, pois cada um foi para um lado. Eu e meus irmãos escolhemos ficar com meu pai, mas minha irmã optou ir morar com minha mãe. Minha família, minha querida família, separada. Oh, tristeza!
           E, a partir desse fato, tivemos que crescer antes da nossa idade. Tínhamos obrigações de gente grande. Nós trabalhávamos e cozinhávamos, além de limpar a casa e cuidar uns dos outros. 
           Depois daquele episódio, as brincadeiras acabaram, mas, de vez em quando, eu ainda ia fazer o que mais gostava: Tomar banho nos açudes.
           Quando fui morar na cidade, eu ia muito a casa dos meus avós, e ficava lá, vidrado nas histórias de terror que eles me contavam. Apesar de amar tudo aquilo, quase sempre sentia falta da granja onde cresci. Buruti era o nome dela, e como tenho boas lembranças de lá.
         Os trabalhos que tive não eram poucos não! Já trabalhei como jardineiro, lavador de carros, limpador de vagões de trem; também, já trabalhei em secador de arroz, já fui Cabo no Quartel, além de motorista lá dentro, trabalhei como aguador de lavoura de arroz, radialista, entregador de jornais, enfim, já fiz de tudo nessa vida. Hoje, sou gerente em duas granjas, e foi trabalhando muito que consegui chegar onde cheguei. 
           Lembro-me, também, de um evento que marcou a minha vida, foi a morte da minha mãe, ela se foi quando eu era pequeno ainda, logo após o seu divorcio com meu pai. Depois disso, fui soldado no Exército Brasileiro. 
           Após a morte dela, fiquei um tempo muito triste e depressivo. Foi então, depois de algum tempo, voltei a sorrir. Conheci a minha esposa atual. A mulher da minha vida! Nossa, como eu a amo! Ela é a minha companheira, a mãe dos meus filhos, esposa maravilhosa e uma mãe super zelosa. Tive três bençãos, meus três filhos lindos. Então, hoje, quando faço uma retrospectiva da minha vida, vejo o quanto sou feliz. Realizei todos meus sonhos, sou o gerente da granja onde trabalho, e principalmente, sou um pai e um marido, feliz em ter construído uma família tão sólida e abençoada por Deus. 

OBS: Segunda melhor Memória Literária da Turma. 

Nome da Aluna: Andressa Moraes Quevedo.
Nome do (a) Entrevistado (a): Luciano Costa Quevedo - 33 anos de idade.
Ano: 7º Ano.
             

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: EDUARDA DIAS - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

A Pasta de Couro

          Esses dias, eu estava pensando na minha infância e lembrei-me da minha pasta de couro.
         Meu pai era pobre e sonhava com várias coisas da época, como uma pasta de couro, para ir a escola.
        Eu, lembro-me como se fosse hoje, estava na 6ª ou 7 série, não tenho certeza, e desejava algo para carregar meus cadernos. No outro dia, meu pai, sempre atencioso e investindo nos estudos dos filhos, trouxe-me uma pasta. Ela era bem antiga, do tempo que ele era guri, nem minhas professoras tinham uma pasta como aquela. 
      Como ele já havia comprado e não tinha como trocar, eu tive que usá-la mesmo, ir com ela todos os dias para o colégio. E para piorar tudo, eu ia de sapatos vermelhos a escola, com muitos outros acessórios, então fiquei conhecido como "O Doutor". Isso mesmo, deram-me um apelido.
    Naquele época, não tinha essa história de Bullying, como há hoje em dia. Eram apenas apelidos bobos, e quanto mais não gostavam, mais eles pegavam mesmo. No fim, até era engraçado, coisas de criança, apelidos totalmente inocentes. 
     Contudo, às vezes, chateava um pouco, pois toda a hora havia alguém me chamando de "Doutor". Era "Doutor" pra cá, "Doutor" pra lá. Mas, no fim de tudo, até me divertia um pouco, vendo aqueles que me chateavam, levar broncas dos professores. Tudo aquilo era tão divertido, simples e inocente. 
        Hoje, dou muitas risadas quando relembro aquele tempo. E foi tudo tão Bom! Ficou apenas a saudade do meu tempo de criança!

Nome da Aluna: Eduarda Duarte Dias.
Nome do (a) Entrevistado (a): Gisandro Rolabalo Duarte - 33 anos de idade.
Ano: 7º ano.





OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNO: MATHEUS TABORDA - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha Vida

        Quando eu era criança, lembro-me que morava numa cada de capim lá pras "bandas" do Rio Uruguai, num lugar chamado Aferidor. Com 6 anos de idade ia para o colégio, denominado Sirilo Gonçalves. Eu ia e voltava sozinha,
         Minha infância não foi ruim, claro, houve episódios tristes, como a morte de meu primo, que eu considerava como um irmã. Recordo-me que ele se enforcou. Até hoje, não entendo por que ele fez isso. Porém, a vida segue.
        Naquele tempo, os pais costumavam contar muitas histórias de terror aos filhos. Meu pai me contava histórias aterrorizantes, como: a Velha de Branco, a Mula Sem Cabeça, o Lobisomem e a Mariazinha. Eu não acreditava em nada daquilo, mas não queria ficar sozinha a noite. 
         Ai que saudade desse tempo. Sinto falta do meu velho pai que já morreu. Hoje, tem coisas que não faço mais, como andar a cavalo e tomar banho no Rio Uruguai, divertimentos esses, que não faço mais.  
          Nessa época, meu sonho era ser advogada, mas não consegui concretizar, pois meu pai não havia dinheiro para financiar meus estudos. Então, hoje sou enfermeira, profissão essa, também muito prestigiada. 
         Contudo, lembro-me que a maior emoção que já senti, foi o nascimento dos meus dois filhos. Sou feliz por ter duas preciosidades em minha vida. Recordo-me também, a grande alegria que tive com meu filho Alexandre, o mais velho, quando ele conseguiu uma vaga na faculdade de Direito. Meu menino estudando, se preparando para o futuro, concretizando um sonho que era meu. Isso não há dinheiro que pague, tanta felicidade.
    Enfim, aqui conto um pouco de minhas memórias, de meus momentos felizes e triste. Momentos que jamais sairão da minha cabeça. Meu nome é Elvina Leão Araújo, tenho 47 anos de idade e posso dizer: "não me arrependo de nada que fiz ou vivi na minha vida, tenho tudo que poderia ter e a melhor família do mundo". 

Nome do Aluno: Matheus Taborda.
Nome do (a) Entrevistado (a): Elvina Leão Araújo - 47 anos de idade.
Ano: 7º Ano.

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: GIOVANA FERREIRA - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha infância

         Dona Marcia tem 37 anos e adora sua família. Sabe como sei disso? Por que eu sou a D. Marcia. Sou uma mulher que é mãe e sempre fui muito boa para todos, especialmente para a Giovana. A minha infância é repleta de histórias. 
          Lembro-me o quanto era apegada ao meu pai, ele sempre dizia-me antes de dormir "eu te amo". Imagina só! Um homem de cinquenta e poucos anos falando isso para uma criança. Ele era um homem maravilhoso.
         Hoje, quando lembro dele, lembro também que eu o ajudava na roça. Não era nada fácil. Na minha infância, eu adorava brincar no pátio de casa, imaginava que era Chapeuzinho Vermelho. Ela era a minha personagem favorita dos contos de encantamento. 
         Recordo-me, que quando comecei a crescer, ficar moça, iniciei as idas em bailes, parecia que minha vida estava só começando. Tudo era maravilhoso e encantador! Tudo era novidade! E eu, como uma adolescente, amava aqueles momentos. 
         Falar de minha vida, não é nada fácil. É como uma grande viagem ao meu passado. Tem momentos felizes, momentos tristes. As memórias da Dona Marcia ganharam assim, uma dose de ficção, pois algumas coisas são pura "lorota". Agora, fica ao teu critério leitor, acreditar ou não no que narrei. Será? Só sei que sinto falta de quando criança, principalmente de meu pai. 

Nome da Aluna: Giovana Ferreira.
Nome do (a) Entrevistado (a): Marcia - 37 anos de idade.
Ano: 7º Ano.




OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNO: THIAGO VIEIRA - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

A chácara de Melancia

       Lembro-me do meu tempo de criança, da chácara de meus pais, que era na beira do Rio Uruguai, e que, às vezes, quando havia enchente, levava toda a nossa plantação "por água abaixo".
       Nós costumávamos criar gado, principalmente bois, cultura essa muito utilizada naquele tempo. Carregávamos adubo orgânico de carroça, esta puxada por bois. Plantávamos milho, mandioca, abóbora, melancia, batata doce, feijão e amendoim. Havia também, muitas verduras em nossa horta. Como era bom aquele tempo! Vivianos do campo, da terra.
        Um fato que marcou-me muito, foi a morte do meu avô. É um episódio de minha vida que ainda emociona-me muito. Nós costumávamos pescar juntos. Pegávamos peixes de todos os tamanhos. E eu, como um bom neto que sempre fui, o ajudava, cuidando de suas ovelhas e seus cabritos. 
          Recordo-me que meu vô costumava me contar história de terror. Eu morri de medo. Entre as lendas que ele me contava, estavam as histórias aterrorizantes do Boitatá, Bicho Papão, Onça Pintada, Bruxa Malvada e a do Gato do Mato. Todas me causavam arrepios. 
          Também, sinto muita falta da minha juventude, quando nessa transição, da infância para a adolescência, eu e minhas irmãs brincávamos no arvoredo, perto de minha casa. Que tempo bom era aquele!
        Uma das profissões mais destacadas e comentadas naquele tempo, era quem trabalhava com a pecuária, plantação de chácaras, e com carvão, assim como, aqueles que cortavam madeiras para a construção de casas. 
           Lembro-me também, que esperávamos os grandes eventos, as quermesses nas escolas e as corridas de cavalos. Nossa, era tão bom! Nos divertíamos muito.
     Quando olho para o meu passado, fica a lembrança da minha infância, um tempo maravilhoso, em que tudo era "farra" e divertimento. Saudades daquela época!

Nome do Aluno: Thiago Benites Vieira.
Nome do (a) Entrevistado (a): Sueli Leão de Araujo - 57 anos de idade.
Ano: 7º Ano.

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIA - ALUNA: EMILLI DE MELLO - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Um Tempo que faz Falta!

       Coisa boa ser criança! Ai, nossa, que emoção de ser criança! A vontade é de nunca mais sair desse tempo.
        Lembro da minha infância como se fosse hoje. Acordava cedo, nem espero o café da manhã, saia correndo no meio do campo, brincávamos ao redor da casa, nos galpões e nos valos. Também, adorávamos trepar nas árvores, parecíamos com macacos. Nós íamos até tarde brincando, pulando e dando boas gargalhadas para todo mundo ouvir. Era uma farra só.
       Mas, como sempre, nossas mães nos chamavam para ir tomar banho, e meus amigos e eu, depois de toda aquelas brincadeiras de criança, íamos dormir, cansados de tanto brincar. Dormir cedo é claro, para começar bem depressa o outro dia. Íamos também, a escola, porque estudar é importante. 
         Recordo-me que antes de dormir, minha mãe contava-me histórias, como: Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, e junto com essas, também contava , histórias de terror, com fantasmas, Lobisomens... 
        Quando nós saíamos de carroça era só alegria, pulávamos e íamos nos divertindo, eu e meus irmãos, o tempo todo. Havia um divertimento sem fim, cantando e contando piadas uns para os outros. No caminho, íamos olhando as coisas que achávamos na rua. Ao chegarmos em casa, a tarde, mamãe colocava todo mundo pra tomar aquele banho, caprichado, na beira do rio. Ela lavava também, nossas roupas. Depois do banho, todos iam pra dentro de casa e ninguém podia sair mais, para não sujar-se. 
     A tardinha, os guris maiores iam buscar as ovelhas e o gado com meu pai, e as gurias maiores, iam ajudar minha mãe na cozinha, enquanto as menores faziam os deveres da escola. 
         Assim nós fomos crescendo. E hoje fica apenas a Saudade de Ser Criança. 

Nome da Aluna: Emilli de Mello.
Nome do (a) Entrevistado (a): Edith Francisco - 53 anos de idade.
Ano: 7º Ano.

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: EVA DARIAS - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha Infância

       No meu tempo de criança,  na minha infância, o que me encantava era andar a cavalo, levar o gado para beber água. Naquela época, não havia os bebedores, como há  hoje em dia, então fazíamos esse processo três vezes ao dia, de manhã, de tarde e de noite. 
     Tantas coisas que passei na minha vida, tantas dificuldades. Não tive a melhor infância de todas, eu tinha  que trabalhar muito, mas me acostumei com isso, especialmente com a vida  no campo. Sempre tive muitas alternativas, porém gostava mesmo da "lida de campo".
        Me contavam tantas histórias. Meus avós e pais, contavam que as assombrações apareciam na estrada, e se víssemos, não era nem para se mexer. Então, colocaram o nome de "Bicho da Capela". Mas, hoje, ninguém mais fala sobre isso.
       Meus lugares favoritos era brincar embaixo das árvores e no terreiro da casa, onde nós nos divertíamos muito, eu e meus irmãos. Também, trabalhava em casa e com meu pai, em estâncias. Nós fazíamos hortas, chácaras, vendíamos galinhas...
       Uma coisa que marcou-me foi a época dos bailes e do futebol. Lembro-me que meu tio  e eu tínhamos uma "sede por futebol", todos os finais de semanas íamos jogar bola. E também, havia os bailes e os "casórios". Nossa, para conquistar a minha amada não foi nada fácil, tive que pedir a mão dela para seus pais. Hoje, constitui com ela uma família. Fica apenas a saudades da minha infância especial.


Nome da Aluna: Eva Maria Farias.
Nome do (a) Entrevistado (a): Alvanir Farias - 53 anos de idade.
Ano: 7º Ano.


        

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNO: JOÃO AUGUSTO VIEIRA - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha História

      Vou contar para vocês sobre minha infância, meu tempo de criança.
    A minha infância foi muito emocionante, porque lembro-me das brincadeiras daquele tempo, dos meus pais, que eles adoravam contar-me histórias de terror, sobre fantasmas e mulas sem cabeça. Sinto falta desse tempo, do momento de interação, dos dias que brincava com meus irmãos. 
    Naquele tempo, tudo era inventado. Não tínhamos bonecas, nem carrinhos, muito menos as tecnologias de hoje em dia. As brincadeiras eram roda-roda, esconde-esconde, pega-pega, ou até mesmo, usar os roletes, filtros de tratores. Tudo era muito legal e super imaginário.
      Lembro-me também, que naquela época, não havia muitas profissões. Por exemplo, meu sonho e de meus irmão, eramos ser tratoristas, trabalhar com a terra, não sair do campo. 
     Um data do ano que nós gostávamos muito era o Natal e a Páscoa. Como era divertido! Nós, realmente, acreditávamos que os presentes embaixo da Árvore de Natal era o Papai Noel que trazia. E que os ovinhos que recebíamos na Páscoa, era do Coelhinho. Nós costumávamos dormir bem cedo, porque sabíamos que no outro dia lá estavam os nossos presentes nos esperando. 
       Essa é a minha história, a infância divertida da minha vida.

Nome do Aluno: João Augusto Vieira.
Nome do(a) Entrevistado(a): Norma Vieira Souza - 31 anos de idade.
Ano: 7º Ano.

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNO: ELIVELTON BATU - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Entrevista

      Ao fazer a entrevista com minha mãe, ela me contou que teve uma infância marcada pelo falecimento da mãe, o seu pai, mesmo sem esposa cuidou de suas filhas, e ela ajudou a criar suas irmãs. Ela tinha uma família grande, formada por pai, mãe e cinco filhas, sendo uma delas a menor, com poucos anos de vida.
     Minha mãe, teve coragem, carinho e compreensão por suas irmãs, e depois veio a entender quando seu pai casou-se novamente. 
      O senhor Altair criou a Vera, Irene, Tanira, Sulema e a Fátima, sendo que, elas brincavam no pátio, que era fechado de tela, onde as mais velhas faziam o serviço da casa, cuidava das mais novas e o pai trabalhava.
    Elas frequentavam a escola, brincavam, mas também , ajudavam a limpar e cozinhar. A escola ficava longe e uma vizinha de granja era quem nos levava e nos buscava. Cada um ajudava um pouco. 
      A adolescência da Dona Sulema, minha mãe, foi tranquila, o meu avô levava ela aos bailes, as festas, pois afinal, elas já estavam virando "moças". Tudo que tinha que haver era o respeito.
     Hoje, cada uma tem sua casa, seu filho, mais ainda continuam unidas e ajudando ao seu pai. A irmão mais velha de minha mãe faleceu, a muito tempo atrás, na sua adolescência. Apesar de tudo que aconteceu na vida dela, a mãe não é revoltada, procura passar ao seu filho, ou seja, eu, o modo como foi criada. 

O.B.S.: Aluno com Necessidade Educacional Especial (NEE).

Nome do Aluno: Elivelton Silveira B.
Nome do(a) Entrevistado (a): Sulema Soilamar Silveira Batu - 44 anos de idade.
Ano: 7º Ano.

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: CHAIANE DE MELLO - 7º ANO.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Meu Tempo de Criança

        Há uma cidade chamada Mata, foi nela que nasci, me criei e cresci. Foi também, nesse lugar, que eu e os meus amigos jogávamos bola, brincávamos de Pega-Pega, Esconde-Esconde. Nós eramos muito felizes, adorávamos brincar no meio dos alecrins. 
     Eu e meus amigos sempre esperávamos ansiosos pelo momento do ônibus, eu adorava ir a escola, era muito divertido e legal, o que mais fazíamos era brincar por lá.
    Lembro-me que depois da escola, minha mãe levava-me para a cada da minha avó, ela sentava numa cadeira de balanço e começava a me contar suas história, aquelas histórias de terror e suspense. Minha irmã e eu morríamos de medo. A hora de dormir era um sacrifício, pois deitar, nem pensar. 
       Também, recordo-me como se fosse hoje, um dia que fui brincar no pátio da casa da minha avó e me machuquei feio. Minha mãe ficou tão assustada que levou-me ao médico. Eles fizeram vários exames, e eu lá, sentada na maca esperando a mamãe. Olhava para o posto de saúde e pensava: "Quando crescer, quero ser pediatra ou psicóloga, para assim, poder ajudar as crianças, as pessoas, enfim, quem precisa". Depois, melhor de saúde, com todos os exames feitos, ela me levou para casa. Que dia diferente! Assustei a mãe, mas foi bem legal estar entre os médicos.
     Ao pensar na minha infância, não tem como não relembrar desse dia, que apesar do machucado que levei, foi bom, pois pude estar em um local em que adorava, e até hoje gosto. Sinto falta de quando criança, de estar com meus amigos e família, isso sim, não tem preço para mim. 

Nome da Aluna: Chaiane de Mello.
Nome do (a) Entrevistado(a): Michele - 26 anos de idade.
Ano: 7º Ano.