segunda-feira, 29 de setembro de 2014

AMOSTRA PEDAGÓGICA - 7º ANO E 7ª SÉRIE - E.M.E.F. ALCEU WAMOSY - I SEMESTRE


AMOSTRA PEDAGÓGICA 

1º SEMESTRE

7º ANO E 7ª SÉRIE

    Fazem parte desta Exposição as seguintes Oficinas:
   OFICINA 1 (Naquele Tempo - Entrevistas e Coleta de Fotos antigas da Escola) e OFICINA 6 (Lugares que Moram na Gente - Valorizando a Comunidade de João Arregui).













OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: EDUARDA OLIVEIRA - 7ª SÉRIE

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minhas Lembranças

      Quando eu era criança, não tive muitas oportunidades na vida, muito menos uma infância divertida. Cuidava de meus irmãos, limpava a casa e também preparava chimarrão, para o momento da chegada da minha mãe, assim tudo estaria pronto, em ordem. Tudinho do jeito que ela gostava.
       Me criei assim, cuidando, limpando e aprendendo tudo sozinha, por que minha mãe não tinha muito tempo de ficar em casa, pelo fato de estar sempre trabalhando. Quando recordo-me de minha infância, lembro do dia que ganhei um piano de presente, isso me marcou muito, e ainda me marca, até hoje. 
      Adorava quando contavam-me histórias para dormir, começava rápido, depois a história ia ficando mais lenta e tranquila, e eu ia simultaneamente, adormecendo. Tudo na minha infância me remete a coisas boas. Minha mãe me ensinou tudo que poderia ter ensinado. Se hoje sou uma pessoa boa, graças a sua criação.
       Tenho muitas lembranças de quando pequena, mas uma delas, que ficará marcada na minha vida, foi quando me distanciei de uma irmã, que hoje faz cerca de 21 anos que não a vejo. Sinto muito sua falta, pois praticamente a criei. Às vezes, me bate uma angústia, um sofrimento, uma dor que aperta o peito, pois a saudade é demais. Apesar do tempo que não a vejo, da distância que há entre nós, continuo sendo sua irmão, continuo amando-a.
      Isso marca bastante por que passo pelos lugares que mais gostávamos de estar, e não tem como não lembrar dela, de nossas brincadeiras, das bagunças, até das discussões. 
      Também lembro-me que quando pequenina sonhava ser enfermeira, mas infelizmente acabei não indo atrás desse sonho, porque "inventei" de casar, parei de estudar e depois vieram os filhos. Aí já não pude realizar essa vontade.
        Sempre fui uma menina boa e faceira, gostava de sair, mas minha mãe não deixava muito. Quando queria ir, ela sempre dava desculpas, e quando alguém me convidava minha mãe até deixava eu ir, mas cheia de restrições e recomendações. Apesar disso, hoje como adulta, sinto falta de minha mãe, e sei que tudo que ela fez foi pelo meu bem. Saudades desse tempo!

Nome da Aluna: Eduarda Oliveira.
Nome da Entrevistada: Cledi Vanuza Barba Oliveira (32 anos).
Série: 7ª Série. 

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: LUCIELY RODRIGUES - 7ª SÉRIE.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha História

       Meu nome é Romalino, mas sou mais conhecido como Lile, tenho 36 anos, e minha infância foi um pouco difícil, mas ao mesmo tempo muito boa. Hoje, tenho uma família e trabalho como peão, nunca estância, perto de João Arregui, onde passei o maior tempo da minha vida, em especial, a infância. Estudei na escola Alceu Wamosy, onde frequentei até a 5ª série, depois parei de estudar e comecei a trabalhar.
      No meu tempo de criança, lembro-me da primeira vez que fui a escola, com 7 anos, não gostava muito de lá. Na 1ª série fui reprovado cerca de quatro vezes. Que horror! Lembro também de minha professoras. A professora Cristina, Romana e Gleci. Naquele tempo, eu morava em João Arregui ainda, e da minha casa até a escola, eu ia e voltava de bicicleta ou, às vezes, a cavalo. Os dois eram meus maiores divertimentos na época. 
     Eu tive que ir trabalhar bem cedo, com 15 anos. Fui muito danado quando estudei. Agitava todas na escola. Minha família era composta por eu, meus pais e os meus treze irmãos. Lembro também, que naquele tempo não havia luz elétrica, e sim lampião, a base de querosene, chamados de Lâmpada do Aladim. Interessante o nome! 
     Meus pais cantavam nos bailes da campanha. Às vezes, no meio da dança, tinha que colocar água no chão, pois era "chão batido", então havia muita poeira quando não lavado. O meu pai era gaiteiro e, eu ficava encantando vendo-o tocar. 
      Muitas vezes me pego pensando naquele tempo, e sinto falta de quando era criança, de jogar bola com meus amigos na quadra da escola, ou de quando brincávamos eu e meus irmão no pátio de nossa casa. Gostava muito de andar de bicicleta , jogar bolinha de gude, peão... Sinto saudades desses momentos. Tudo era muito bom e maravilhoso.
       Os lugares mais usados para brincar era o campo. Naqueles anos, falavam muito sobre Direito e Veterinária, profissões muito respeitadas, não gostava muito de estudar, mas, às vezes, penso "como seria minha vida se tivesse estudado, optados por dessas duas profissões". Quando parei de estudar, fui trabalhar, como já disse antes, e lembro do meu primeiro baile, com 15 anos de idade. Tudo era maravilhoso. Naquele dia, me diverti muito,
       Sei que ainda tenho 36 anos, mas meu sonhos é ter minha própria estância, e se Deus permitir conseguir realizá-lo.

Nome da Aluna: Luciely Rodrigues.
Nome do Entrevistado: Romalino Baldez (Lile) - Idade 36 anos.
Série: 7ª Série.


OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: KAUANE MARTINS.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha História

    Eu, quando pequeno, comecei a trabalhar desde muito cedo. Trabalhava com o meu pai, nós fazíamos chácaras e lidávamos com os bichos. 
     O que me emociona é lembrar de meus irmãos, porque éramos muito próximos, e também, quando arrumei um emprego em uma fazendo foi algo muito bom. 
       Depois, durante a minha adolescência, tinha muitas histórias para contar, como, por exemplo, o Canifaxe, o Boitatá e outra que pelo tempo, não lembro-me mais.
      Tem uma coisa que eu sinto mais falta, queria que o tempo voltasse atrás, mas não dá, que é da minha querida mãe. Nós éramos muito próximos, eu ficava muito com ela, principalmente quando meu pai ia trabalhar e me dava aquela "folguinha". Eu não costumava trabalhar a tarde. Era naquele intervalo de tempo que aproveitava para ficar com meus irmãos, colegas e amigos. Íamos a um lugar brincar, debaixo de uns Eucaliptos, lá pros fundos da minha casa. Nós brincávamos e nos divertíamos muito. Usávamos de tudo: ossos, porongos, tudo que achávamos, pois o principal era usar a imaginação.
      Naquele tempo, nós não tínhamos muitas oportunidades na vida, principalmente de estudar, parávamos muito cedo, pois o essencial era trabalhar e ajudar em casa. Aqui, a profissão mais conhecida e valorizada era lavrador, por que era a única que tínhamos por essas "bandas". 
    Porém, naquele época, teve uma festa que me marcou muito. Eu nunca vou me esquecer daquele dia, foi a Festa do Arroz, aconteceu num Secador, dentro de um Galpão, sendo que até hoje, este lugar ainda existe. Atualmente, o dono é o Senhor Antonio Comis. Nossa, foi um bailão dos bons, dançamos a noite toda, foi muito divertido, e disso, pode ter certeza, nunca mais vou esquecer.

Nome da Aluna: Kauane Martins.
Nome do Entrevistado:Joares Reis Candia (74anos). 
Série: 7ª Série.

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNA: GABRIELA DE LIMA - 7ª SÉRIE.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minhas lembranças

    No meu tempo de menina, eu adorava tomar banho no valo com meus amigos. Lembro das memórias da minha mãe, e de brincar com meus companheiros. 
     Lembro também, das histórias que me contavam, dos causos do Lobisomem e as piadas de Seu Pedro Malasarte. Mas, do que mais sinto falta realmente, é da convivência diária com meus irmãos, da casa cheia de gente.Nossa, como eles me fazem falta. Hoje, todos moram longe e não convivemos tanto assim juntos. 
     O que me faz rir quando lembro da minha infância eram as brigas na hora do banheiro. A casa era cheia de gente, então ir ao banheiro era uma missão quase impossível. Sempre tinha uma fila para usá-lo. Isso era muito engraçado. Divertíamos, dávamos boas risadas, e sinto falta da minha família toda reunida, contado aquelas histórias de assombração. Hoje, sinto saudade até mesmo de limpar a casa, colher milho com meu pai, jogar bola na frente de casa, minha mãe me dando conselhos sobre "o certo e o errado". 
      Mas, hoje sei de tudo que vivi, tudo que passei, toda a felicidade daquele tempo, da família maravilhosa que Deus me deu. Lembro-me que na minha vila todos os meninos queriam ser trabalhadores rurais, pois achavam que seriam um bom começo de vida para eles. 
       Ah, eu também adorava andar de trem, viajar nele com a minha família, até Santa Maria, olhar pela janela e ver as lindas paisagens, os verdes maravilhosos e perfeitos, tudo era simples claro, mas magnífico. Até hoje guardo esses momentos na minha memória. 

Nome da Aluna: Gabriela da Silva de Lima.
Nome da Entrevistada: Mirian da Silva.
Série: 7ª Série. 

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNO: LEONARDO BRANDLI - 7ª SÉRIE.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minhas Lembranças

     Sou Joaquim Soares Neto, tenho 37 anos e vou contar para vocês as lembranças da minha infância e juventude. 
     Quando era guri passava o dia no mato, caçando passarinho e pescando nos açudes, junto com meus irmãos. Eu até hoje me emociono quando lembro da minha primeira bicicleta, das lindas aventuras que fiz com ela. Sem dúvida, foi o melhor brinquedo que tive quando era pequeno. Lembro-me de uma história que minha mãe me contava. Ela dizia que tinha um homem sentado no escuro tomando mate, e que quando as luzes ascendiam ele sumia. Eu morria de medo.
      Também, sinto saudades do bolo de Fubá que minha mãe fazia, juntamente com um café recém passado. Aquele banquete era dos deuses. Meus irmãos não eram muito de comer, passavam seu tempo brincando, correndo um atrás do outro, subindo em árvores. Eu gostava muito daquelas brincadeiras também, especialmente subir nas árvores.
     Durante a minha infância, a profissão mais conhecida, mais destacada, era lidar com boiadeiros, em rodeios, e eu, às vezes, "fazia de conta" que era um deles. 
      Esta é minha história. Espero que tenham gostado, pois sinto saudades desse tempo. 

Nome do Aluno: Leonarndo W. Brandli. 
Nome do Entrevistado: Joaquin Soares Neto (37 anos).
Série: 7ª série. 

OFICINA 12 - DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS - ALUNO: DOUGLAS RODRIGUES - 7ª SÉRIE.

OFICINA 12

DA ENTREVISTA AO TEXTO DE MEMÓRIAS LITERÁRIAS

Atividade:

    Os alunos tinham que entrevistar uma pessoa da sua família, registrando suas memórias, memórias estas de seu tempo de criança. Após isso, eles teriam que escrever um texto, em forma de Memória Literária, contando e narrando as vivências do entrevistado, como se fosse ele.

Minha vida, minha Infância

    Antigamente, lembro-me, que no começo eu ia a pé para a escola. Ela se chamava Ruy Ramos, a distância dela até minha casa era de 4 km. Quando chovia ia de charrete. Tudo era uma tremenda aventura.  O uniforme da escola era calça azul com uma camisa branca e uma meia branca também. Quando terminei a 2ª série, meus pais se mudaram para São Borja para estudar na escola Veriato Vargas. E eu fui com ele. Posteriormente eles se mudaram para São José e eu fiquei morando em São Borja com minha avó.  
  Depois de ficar 2 anos morando com minha avó lá, fui passear na casa dos meus pais, passei por Tigra perto de Garruchos, que viagem legal. Eu tinha de 8 a 9 anos na época, não lembro-me direito. Foi tudo legal. Mas, a casa dos meus pais era mal assombrada, e  eu morria de medo de ficar lá, Contudo, as conversas que tinha com meu pai, simplesmente recompensava o medo que tinha de ficar naquele lugar. 
    Eu brincava nas sombras de uma tapera, onde tinha taquaras e nelas eu subia. Além das árvores que tinha em frente a casa, tudo era deslumbrante, eu adorava tirar minhas férias lá.
     Meu pai era um gerente de granja, e uma das profissões que mais se destacava, naquela época, era o ofício do meu pai e também, capataz de estância.
   Sinto falta daquele tempo, dos meus pais, da inocência de ser criança. O tempo passou. Cresci, amadureci e hoje conto essas  histórias para meus filhos. 

Nome do Aluno: Douglas dos Santos Rodrigues.
Nome do Entrevistado: Delcio Edes Robalo Rodrigues (45 anos).
Série: 7ª Série.